Café Mania ou Vicia?

No último final de semana conheci algo novo, um joguinho na internet; parece que sou muito antiquado quando digo que um joguinho na internet é algo “novo”, né? Mas, os detalhes desse game fazem toda diferença para o usuário, independente da idade; estou falando do Cafémania, um jogo direcionado aos usuários do orkut; claro que a idéia da google é de aumentar os relacionamentos dentro de sua ferramenta, assim como seu faturamento, haja vista as condições de dispêndio monetário, não apenas virtual, mas de cunho físico, e dando condições de acessibilidade a potenciais usuários inertes da ferramenta. A grande “sacada” do game, para o usuário final, é mostrar que só sobrevive quem tiver uma percepção analítica muito forte, relacionamentos saudáveis, um alto espírito de competitividade ou, claro, dinheiro; itens primordiais no ambiente organizacional.

Algumas pessoas dizem que esse game desperta o lado empreendedor dos usuários, eu particularmente, prefiro dizer, dentro de uma perspectiva mais conservadora, que o único desenvolvimento gerado nas pessoas é o poder de análise. E dentro de uma visão antropológica, o brasileiro, dentro de um contexto saudável e menos maquiavélico, exercita seu poder de “malandragem”, tentando achar brechas no sistema que sustentem o seu sucesso no game, e isso é interessante: exercitar a cultura de forma virtual sem sair de casa. (Falarei melhor dessa cultura no final do texto)

A google reconhece que o Brasil é um país em pleno consumo da ferramenta orkut, quase 70% dos usuários de internet tem uma conta criada, obviamente que isso torna o nosso país a menina dos olhos no âmbito da publicidade. No entanto, parem e analisem: Café ou coffe, dentro de uma perspectiva de lanchonete e/ou bar, é um modelo tipicamente norte-americano; qual o sentido que isso ganha para ter tanto sucesso no país em que a cultura do “podrão da esquina” é tão presente e ao mesmo tempo longe dos padrões supracitados dos americanos? Simples. Temos uma vontade enrustida de dizer que somos capazes de vencer, que somos os melhores, que perder é algo inaceitável, mas não conseguimos expressar isso por questões culturais, ou seja, a sociedade brasileira rotula as pessoas que falam assim como sendo “soberbo”, ao passo que quando há uma oportunidade clara de externar isso de maneira “semi-anônima”, caímos de cabeça!

Bom jogo…

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