Motivação: Intraempreendedor, sucesso ou modismo ?

 

Destaque-se!

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          Participei essa semana na aula de psicologia de um debate, o tema direcionou-se ao aspecto motivacional dos individuos na organização de hoje, tema esse já bem trabalhado nas literaturas nacionais, alguns colegas traziam experiências própias e outros se fundavam na bibliografia base da aula, o  meu ponto de vista foi claro; apenas considero que no Brasil muitos cursos e faculdades ligados à administração ensinam como trabalhar para os outros e de forma fria, operacional e eficaz, isso acaba gerando dependência total e necessidades extremas de subordinação,  quando esses cursos se reestruturarem e derem espaço à cursos  com um perfil mais empreendedor, não no sentido de abrir um negócio mas sob o aspecto da formação de novos líderes própios, teremos grandes chances de melhorarmos nossa auto-motivação, capacidade de invoação e por uma questão lógica: seremos menos dependentes de uma gestão imediata, tornando os deparatementos mais participativos e constituidos em um processo só!

vamos à luta!

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One Response to Motivação: Intraempreendedor, sucesso ou modismo ?

  1. Existem duas vertentes no mínimo polêmicas e que o debate é relevante para a sociedade questionar nosso modelo de ensino e questionar se o empreendedorismo corporativo (ou intra-empreendedorismo) não é realmente um modismo. Em Agosto de 2007, David A. Garvin e Lynne C. Levesque publicaram um artigo na Harvard Business Review afirmando que esse papel é arriscado. Afirmam: “Braços novos de empresas estabelecidas enfrentam inúmeros intraves; segundo pesquisas, a maioria afunda. Operações emergentes raramente se integram sem solavancos a sistemas, processos e culturas vigentes. O sucesso, porém, requer uma mescla de traços organizacionais velhos e novos, uma combinação sutil de características obtidas por meio daquilo que chamamos de atos de equilibrismo.” Enfim, os autores buscam dar respostas por ações de intra-empreendedores que foram fracassadas e outros atos que chamaram de equilibrismo, onde as ações buscaram equilíbrios a fim do alcance do sucesso por meio de uma estratégia capaz de trabalhar a cultura, os processos e os sistemas. Esse é um artigo que recomendo para essa questão, pois não basta ser um intra-empreendedor inovador se a organização não tem a capacidade de absorver as novas propostas, para tal, esse mesmo empreendedor necessita de conhecimentos de estratégias, estruturar a organização, conduzir as operações no novo formato e em paralelo fazer uma comunicação eficaz, trabalhando a Gestão de Mudanças.

    Sobre o modelo das graduações de Administração, que formam gestores operacionais, julgo fundamental a leitura do artigo de Paul Schoemaker, especialista em Inovação da Wharton School, onde apresenta uma NOVA e RADICAL proposta de ensino para as Escolas de Administração, basicamente: FOCO NOS DESAFIOS DAS EMPRESAS, PARA QUE ESTAS VOLTEM A LEGITIMAR-SE NA SOCIEDADE. Este artigo foi publicado em Fevereiro de 2009 na HSM Management. Nos desafios propostos, ele os separa em três vertentes:

    1. DESAFIO DO ENSINO:

    – Melhorar o equilíbrio entre pesquisa e prática, quanto aos professores e às disciplinas;
    – Adotar uma abordagem de ensino centrada nos reais desafios do mundo;
    – Estimular equipes multidisciplinares de ensino que acompanhem todos os alunos;
    – Convidar palestrantes do mercado e do governo para acrescentar riqueza e contexto ao ensino;
    – Tornar os alunos cocriadores de conteúdo educacional e da experiência de aprendizado;
    – Fomentar o trabalho de equipes de estudantes em casos reais, reconhecendo a liderança e a criatividade.

    2. DESAFIOS DE PESQUISA:

    – Lidar com os grandes problemas com comprometimento de longo prazo;
    – Estimular mais trabalhos em equipes mutidisciplinares;
    – Fazer parcerias com líderes de pensamento no mercado, no governo e nas consultorias;
    – Estimular e financiar pesquisas de campo;
    – Avaliar os livros de divulgação e desafiar os especialistas – definir a agenda;
    – Participar de diálogos-chave sobre os negócios, nos âmbitos do segmento, do país e do mundo.

    3. DESAFIOS INSTITUCIONAIS:

    – Organizar-se em torno de disciplinas da prática, em vez de somente em disciplinas acadêmicas;
    – Repensar os cutos e benefícios da carreira acadêmica vigente; criar outros caminhos respeitáveis;
    – Pensar no ensino em termos de seu impacto mais amplo, além de uma especialidade apenas;
    – Ver a faculdade de administração não como um lugar, mas como um conjunto complexo de relações com grupos de interesse;
    – Recompensar o afastamento “sabátic” da academia, para a dedicação aos negócios ou ao governo;
    – Criar profundas e longas relações com estudantes, professores e mantenedores;
    – Encorajar as alianças que se estendem além do mundo acadêmico, preservando seus valores centrais.

    Enfim, são desafios que as Escolas da Administração de Empresas de nosso país, precisam adotar como metas e elaborar estratégias para o alcance desse modelo de sucesso.

    Ressalto que o Sr. Paul Schoemarker, estará no Brasil em setembro de 2009 para o Fórum Mundial de Negociação da HSM.

    Saudações empreendedoras e parabéns pela iniciativa de um blog consistente, relevante e adequado.

    Prof. Luiz Fernando Barbieri.

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